- Pedro Meu filho! você setá bem?
- Estou mãezinha, estou muito bem, me desculpe sim? o que eu fiz até hoje foi desumano com a senhora, Eduardo me ajudou a derpertar e ver o que a senhora tanto me pedia, Me perdoe mãe por favor.
Maria aos prantos, olhou fixamente nos olhos de Pedro, afastou seus cabelos ralos acariciando sua fronte e dizendo:
- Meu filho, eu nunca fiquei enfurecida com você, meu coração tem muito amor por você, o ódio não acha lugar nesse coração que só tem a você e a Marília.
Pedro desfez-se em lágrimas, e perguntou por Marília: - Onde está Marília, preciso vê-la.
Eduardo advertiu:
- Tenha calma Pedro, você não pode se exaltar, vamos vamos sentar.
Sentaram e conversaram, Pedro entristeceu-se ao saber que Marília tinha ido a uma viajem da faculdade, e que voltaria só no mês próximo, conversaram animadamente, Eduardo sentiu forte impulso na mente, e uma ótima energia a le rodear, era Gilberto, ele logo perguntou:
- Maria, você poderia me conseguir uma caneta e alguns papéis em branco?
María sem entender disse: - Sim doutor, mais o senhor quer escrever algo? uma carta?
- Sim, uma carta, explicarei depois.
Maria entregou a ele o papel e a caneta, ele falou, - agora vocês poderiam ficar alguns minutos em silêncio, prometo que explicarei. Eduardo fechou os olhos, deu profundo suspiro e viu-se logo ao lado de Gilberto, ele escreveu rapidamente, Maria nem Pedro entendia por que ele escrevia daquela forma, olhos fechados, ~e escrevia rapidamente, sem perder a margem da folha, e o texto completamente organizado, e tinha como título, Minha Família, Meu amor.
Leu em seguida:
Minha Família, meu amor
Querido filho, Maria, meu grande amor, eu ainda me lembro quando nos encontramos a margem daquele lago na cidadezinha em que você residia, você sempre tímida demais, e eu meio que lá e cá, você sempre brigou comigo pela minha falta de decisão, embora fôssemos adolescentes, éramos indeligíveis, e nunca nos deixamos levar pelas discussões, você sempre coerênte, e eu sempre, "em cima do muro", imaturidade minha, aprendi com você os valores do sentimento e do pulso firme.
Pedro meu amado filho, embora você sempre resmungasse pelos cantos da casa, eu sempre estava te observando, da mesma forma que fazia quando você se machucava nos espinhos do cacto que tínhamos no quintal, quando você chorava eu o pegava no colo e beijava a sua testa e você logo esquecia, como foram bons os tempos em que vive ao seu lado.
Hoje eu agradeço aos céus pela bondade que me fez vir a viver com vocês, um dia nos reencontraremos, eu sempre estarei com vocês, não esqueçam disso, já para minha queria Filha Marília, fico radiante quando vejo sua maturidade inigualável, o carisma com que ela trata as pessoas, minha filha eu a amo com todas as forças do meu ser, você sempre foi o porto seguro quando pelos planos do altíssimo tive que deixar a vida material.
Eu os amo, com toda a força de meu coração, sempre estaremos juntos, o sentimento que nos une já vem de longe, e permanecerá forte como a rocha que segura a força das aguas da cachoeira,
Com amor,
Gilberto.
Eduardo terminou de ler a carta, e viu Maria em prantos, Pedro chorava de cabeça baixa e quando ele relatava fatos de sua vida, Pedro feichou os olhos e viu aqueles momentos descritos na carta, como se fosse ontem, Eduardo começou a explicar:
- Meus amigos, não tenho muito a explicar, essa carta não foi escrita por mim, e vocês bem o sabe, Deus me deu a benção dessa capacidade, e agora peço que fique com essa carta, eu também os amo muito, trato-os como minha segunda mãezinha, você Maria, e você Pedro, meu irmão, meu filho.
Eduardo em pranto deu um forte abraço em Pedro, e disse no ouvido: - seu pai se orgulha muito de você.
Saiu da casa em poucos minutos depois.
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Pedro entrava ofegante naquela manhã nebulada entrava deitado numa maca enquando via passar sobre si os enfermeiros, algumas pessoas choravam, gritavam de dor, do seu lado, Eduardo, - acalme-se Pedro foi apenas um choque de temperatura, logo você voltará ao normal.
Pedro estava fraco, sim, chegara sua hora de deixar o corpo pois ele já estava alquebrado pelo uso intensido das drogas do passado, Maria encontrava-se do lado de fora na ala de espera, chorando, quando viu Marília entrar no hospital:
- Mãe, onde está o Pedro? acabei de chegar, e recebo logo essa notícia?
- Ele foi para a sala de observação junto com o Dr. Eduardo,eu sei filha que nosso Pedro nos deixará. disse Maria em prantos que cortavam sua voz ao falar.
Pedro dizia:
- Doutor chame Marília, preciso conversar com ela.
- Mais Pedro ela não...
- Estou aqui meu irmão! gritou Marília, entrando no quarto e assustando Eduardo, que ao vê-la afastou-se um pouco.
- Marília, não podia partir sem te pedir perdão por tudo que te fiz, você sempre teve razão, eu era um inconsequênte, e hoje vejo o resultado de não ouvir teus conselhos, me desculpe minha irmã, eu a amo.
- Pedro! Pedro! não, vá, eu te amo! eu não posso te perdoar, eu nunca tive raiva de você, eu apenas me preucupava. Meu querido irmão.
Pedro olhava profundamente os olhos de Marília, agora serenamente apertava sua mãozinha delicada, e fechou seus olhos lentamente, e disse: - Eu amo vocês, sempre amarei.
Marília chorou abraçada ao doutor Eduardo, que disse baixinho: - Pedro não nos deixou, ele nunca nos deixará, o que o amor une, a morte não separa.
Pedro viu-se agora nos braços de Gilberto que o olhava com amor, e o conduziu para um refazimento profundo, deixando de lado os vícios para abraçar a causa do amor.
" A Rebeldia conduz o homem para a escuridão do orgulho, e cega seus olhos, mais o arrependimento pelo amor, liberta o homem para voar o inifinito céu da sublimação.
****FIM****
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