terça-feira, 16 de março de 2010

Conto Teatral - Despertar - Parte II (Penúltima Parte)

Meus amigos, essa é a penúltima parte de nossa história, em breve postaremos a parte final, boa leitura a todos.

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Pedro voltara tarde aquele dia, voltara completamente altera, do lado dele, criatura

vampirescas o rodeavam, sorrindo e gritavam: - Idiota! esse já é nosso!
e cada vez mais Pedro viciava-se naquele mundo estranho das drogas, onde
tantos se perdem e as vezes não acham mais o caminho.

- Pedro por que você está assim? Indagou Marília. - Mais uma vez você usou
drogas? tome logo um banho. Disse empurrando-o para o banheiro. - Não quero
que mamãe o veja assim.


- Largue-me! gritou empurrando Marília. - Eu não te devo satisfações,
você por mim pode se ferrar, eu faço o que quero de minha vida. Dizendo isso


Pedro cai no chão desacordado, com convulssões estranhas, como se estivesse
em pleno estado de overdose, ele tremia, e de sua boca espessa saliva escorria.
Marília que entendeu o que se passava, chamou a mãe logo:


- Mãe venha, Pedro está muito mal!


- Marília o que há com ele? disse Maria em prantos se abaixando tentando vencer as convulssões
que a cada instante ficava mais forte como se o sufocasse.


- Vamos mãe, vamos levá- lo para Dr. Eduardo, ele saberá o que fazer.


Dizendo isso pegou Pedro com esforço colocando-o em seu ombro, e levou-o para o hospital que ficava próximo a sua casa.

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Chegando no Hospital, Pedro ainda encontrava-se trêmulo embora estivesse melhor
do que em sua casa, o médico, Dr. Eduardo o olhou de longe e indagou:

- Mais uma vez nosso Pedro nesse estado? Vamos Marília deixe-me ajudá-la.


Dr. Eduardo era um bom homem, humilde, preferiu ajudar Marília do que chamar os demais enfermeiros e auxiliares que estavam ocupados, Eduardo era Espírita, e desde pequeno via e ouvia os espíritos
com clareza, naquele instante ele notou as más energias que rodeavam Pedro, mais não deixou transparecer, não quis ele assustar Marília nem sua mãe que já estavam bastante alteradas pelo estado que Pedro já se encontrava.

Olhou nos olhos cansados de Pedro, já se recuperando da overdose e falou:


- Consegue me ouvir Pedro?


Pedro apenas acenou um pouco a cabeça, pois mal recuperara a atenção.

Eduardo deu um simpático sorriso e acariciou seus cabelos.


- Deixe-o descansar, vão, leve sua mãe Marília, eu vou cuidar de Pedro até que ele se recupere,
e após isso, o levarei para sua casa, tudo bem?


Marília apenas assentiu com a cabeça, conversou com sua mãe que jogou profundo olhar de agradecemento ao Dr.Eduardo que já amigo da família, havia desviado todos seus esforços nos últimos
dias de Gilberto no plano físico.


Pedro durmiu um bom sono, sempre com o Dr. Eduardo sem tirar a atenção a qualquer
sintoma estranho, Eduardo já tinha feito alguns exames e constatou em Pedro uma doença, que hoje
destroi a auto estima dos jovens desrregrados, que esquecem de viver a melhor vida, para viver uma
vida de ilusão.


Pedro abriu os olhos e fitou Eduardo a sorrir para ele, quando confuso peruntou:


- Doutor Eduardo? passei mal foi? o que houve?


- Nada Pedro, você exagerou um pouco e teve que ser trago para cá.


Dizendo isso, Pedro que ao lado de Eduardo estava lúcido, pois era envolvido pelas preces que ele fazia mentalmente, e assim se sentia mais confortado. Eduardo logo viu a seu lado Gilberto na qual mentalmente disse:


- Nosso Pedro irá passar por problemas difíceis meu nobre amigo.


Gilberto respondeu consolado:


- Eu sei meu amigo, meu querido filho usou mal de sua vontade, e agora terá que prestar contas consigo mesmo, mais sempre estarei ao seu lado, e agradeço a você meu querido irmão que sempre está ao lado de minha família.


- Gilberto, não precisa agradecer, faço isso de todo meu coração, somo bons amigos, desde quando você ainda estava aqui, e continuamos assim, tomo isso como um dever.


Gilberto o respondeu com um sorriso de agradecimento, e Pedro ao notar o olhar ténue de Eduardo para ele, perguntou:


- Algum Problema Doutor?


- Não Pedro, apenas lembrei de quando você era pequeno e quando visitava seu pai você sempre sorridente me dava um abraço, como os tempos passam rápido não é?


Dizendo isso, notou logo em Pedro a cara "amarrada" que fazia quando falavam em seu pai, a qual respondeu:

- Sentes saudades de seu pai não é?

Pedro, mais sincero do que nunca, respondeu:


- Sinto Doutor, Meu Pai foi meu melhor amigo, ele me deixou por conta daquele maldito câncer,
e hoje pela solidão, uso drogas, e estou viciado.


Eduardo interrompendo falou enérgico:

- Não usa mais! o vício meu amigo, não consola, destrói, e seu pai não o deixou, você acha mesmo
que o amor de seu pai é tão fraco assim?


Pedro ficou pensativo e Eduardo continuou:

- A Morte é uma ilusão, a vida continua Pedro, quantas vezes você já não ouviu isso?

- O senhor já me contou isso, mais por que meu pai nunca veio falar comigo? Perguntou Pedro.


- Será mesmo? Pedro, Pedro, seu pai não o abandonou nem nunca vai abandoná-lo.


- Como so senhor tem tanta certeza?


Eduardo não quis revelar nada sobre sua mediunidade, Pedro não iria entender.
e falou apenas:


- Eu fui e sou amigo de seu pai, sei que ele não te abandonou, você precisa acreditar nisso também, para sofrer menos, seu pai não gostaria de o ver mais nesse estado ok?

- Tudo bem doutor, confio no senhor, é como se fosse meu segundo pai, obrigado.


Naquele momento Eduardo pode notar a fúria das entidades perversas que acompanhavam Pedro:


- Idiota mudou de pensamento, ele não nos escuta mais! Vamos embora daqui!
E saíram com fúria.


Eduardo notando a serenidade de Pedro se viu no dever de contá-lo:


- Pedro, meu amigo, você está com um grande obstáculo para enfrentar, confia em Deus?


Ele respondeu sem entender: - Sim.


- Quero que saibas que sempre terá o meu apoio, e não tenha medo, venceremos juntos, e pegou na mão de Pedro, que o perguntou curioso:

- O que eu tenho doutor?


- Pedro, você usando daquelas seringas durante suas "noitadas" uma delas, estava infectada, e você adquiriu um vírus muito conhecido: A AIDS.


Pedro tomou um enorme susto, empalideceu e logo se viu cair ténue lágrima de seus olhos.


- Lembre-se meu amigo, A AIDS não é o fim para quem quer lutar pelo bem, pedou em sua mão trêmula e disse: - Venceremos juntos!

Gilberto que observava, sorriu com grantidão.

- Sua mãe nem sua irmã sabem de sua doença, não se preucupe eu conto a elas.


Eduardo naquele instante ligou para Maria e Marília, que assustadas receberam a triste notícia
da doença de Pedro, mais confiantes que eram agradeceram ao Dr. Eduardo e naquela mesma manhã
Eduardo trazia Pedro para casa.
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