Naquela tarde, Marília encontrava-se na escrivaninha, pensativa, estudava noções sociais para sua prova na faculdade aqual cursava o curso de Filosofia, o curso dos seus sonhos, sua mãe, a bondosa Maria sentada em sua velha cadeira artesanal, fitava o céu, quando a porta da sala bate muito forte, entrando na sala, Pedro, seu filho mais novo.
- Meu filho, por onde andava? indagou Maria, - a muito não conversamos, você deve se lembrar quando era mais jovem, sempre gostava de minhas histórias, conversava comigo, e agora não me diz nada, por que meu filho? há algo te afligindo?
Pedro alterado, respondeu com firmeza:
- Eu cresci mãe! não preciso mais de suas histórias, sou homem feito, mando em minha vida, e a senhora hoje não me ver mais como antes, só presta atenção em Marília, sua filha querida.
Marília ao ouvir as insinuações de Pedro e ao ver sua mãe assustada com a reação de sempre de Pedro, levanta-se da cadeira empurrando a escrivaninha e disse com firmeza:
- Você é um ingrato Pedro, muito ingrato! mamãe faz todas suas vontades, você é que esqueceu de nós, vive com aqueles seus amigos estranhos, se papai o visse hoje.
- Cale a boca sua idiota! Gritou Pedro alterado.- Papai morreu! ele sim me dava a atenção, já vocês, me ingnoram, e não falem de meus amigos! eles me dão a atenção que vocês nunca me deram! dizendo isso, saiu de casa furioso.
Marília a ver a reação de sua mãe, chega próximo a ela acariciando seus cabelos já brancos, dizendo:
- Tenha paciência mãezinha, Pedro é um incosequente, sempre estarei com você.
Maria deixa rolar pesadas lágrimas de sua face, e lembra-se de Gilberto, seu amado esposo, que faleceu de um sério problema respiratório, mais ela, sem notar que Gilbeto estava observando-a e quando a viu triste aproximou-se, e deu-lhe carinhoso beijo na testa, dizendo: -Paciência minha querida, iremos fazer de tudo para que nosso Pedro retorne aos caminhos do Pai. Maria nada ouviu, a não ser uma forte saudade de Gilberto, já Marília, que tinha sutil sensibilidade mediúnica, sentiu a presença amiga de seu pai na qual respondeu: - Mãezinha, confie em Deus, ele não vai nos desamparar nessa hora.
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Pedro, saindo tomado pela fúria, foi ao encontro de seus amigos, e os viu, para sua surpresa, logo um dos "chefes" da turma que ele era frequentador.
- Fala aê Pedrãos. cumprimentando Pedro. - Tá bolado? que tá com essa cara.
- Tô bolado sim, a minha mãe enchendo o saco, a idiota da Marília.
- Deixa isso pra lá mano, briga de família, esqueça, relacha, toma, oferta da casa. Ele entrega a Pedro um pequeno saco contendo um pó branco, era cocaína.
Nem Pedro nem seu amigo, percebiam o que acontecia naquele momento, espíritos de naturza perversa, viciados, espíritos que desencarnaram mais não deixaram seus vícios, estavam ali, rindo e brincando, gritando:
- Isso, vamos lá, cheire a vontade!
Seu pai, por outro lado, tentava o aconcelhar pedindo para que não aceitasse aquela droga, mais de nada adiantava, Pedro já tinha usado outras vezes, estava viciado, totalmente controlado pelas drogas que cada vez mais o consumia e mudava sua personalidade.

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